Análise microvetorial do impacto da Política Nacional para a População em Situação de Rua em Macaé-RJ

Responsável – KATHLEEN TEREZA DA CRUZ

Projeto vinculado ao Observatório de Políticas Públicas em Saúde e Educação em Saúde do Campus UFRJ-MACAÉ, ligado à Rede Nacional desses Observatórios implantados em vários núcleos acadêmicos pelo Brasil.

Comunidades intencionais e sustentabilidade social, política, econômica e ambiental

Responsável – MARIA CECILIA DE MELLO E SOUZA

Este projeto investiga, a partir do método etnográfico, as formas de organização social, econômica, política e ambiental das comunidades intencionais no século XXI. Tem foco nas estratégias de gestão comunitária, resolução de conflitos, métodos participativos, inclusão e exclusão social, organização social do trabalho, alocação de recursos, desigualdades sociais e experimentação de novos modelos de vida comunitária. Procura compreender os processos sociais e políticos que viabilizam novos modelos econômicos e ambientais, como também a vivência de comunidade. Destaca-se o ciclo de vida dos integrantes e das comunidades, o multiculturalismo, a experimentação e mudanças. Examina as comunidades intencionais dentro de suas relações de rede e inserção nos movimentos sociais locais, regionais e globais. Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. Alunos envolvidos: Graduação: (1) / Mestrado acadêmico: (3) / Doutorado: (1) . Palavras-chave: comunidades intencionais, sustentabilidade social e econômica, governança participativa, gestão comunitária, movimentos sociais, redes.

Exclusão social, violência e saúde

Responsável – MARIA CECILIA DE MELLO E SOUZA

Este projeto tem como objetivo investigar como políticas públicas e práticas médicas tratam, produzem e reproduzem a violência e exclusão social, assim como examinar como a violência e a exclusão social geram problemas de saúde. Com base em pesquisas de campo etnográficas, propõe-se uma análise ética e política multidimensional de saberes e fazeres no campo da saúde, a partir de uma perspectiva de gênero, raça/etnia, classe sócio-econômica e faixa etária.

Juventude urbana periférica e ocupação cultural

Responsável – BEATRIZ AKEMI TAKEITI

Não tem sido infrequente tomar a juventude urbana periférica a partir da sua condição social de pobreza e, assim, classificá-la como jovem pobre. As práticas culturais fundadas nos territórios onde estes jovens se encontram, afirmam uma contracultura na compreensão juvenil, pois novas identidades são construídas na medida em que um outro modo de ser jovem nas periferias passa a ser visto e reconhecido pela sociedade que tanto os estigmatiza. Esta pesquisa pretende analisar as ocupações culturais que engajam jovens nos territórios periféricos das favelas do Rio de Janeiro e São Paulo e compreender como tais ações agenciam mudanças nas políticas públicas locais. Trata-se de um estudo de abordagem quanti-qualitativa descritiva, a ser realizada em duas etapas: na primeira, será aplicado um questionário semiestruturado com perguntas abertas e fechadas sobre as ações culturais desenvolvidas por estes coletivos juvenis e jovens participantes do projeto bem como os impactos destas nas políticas de cultura local. Na segunda etapa, serão realizadas rodas de conversa com três coletivos em cada município selecionado a partir de uma pergunta disparadora. Sendo a cultura um campo transdisciplinar com múltiplos enfoques, e a juventude urbana periférica um público que merece um olhar por diversas áreas do saber, esta pesquisa busca tratar a temática em diferentes perspectivas, seja ela no âmbito cultural, social, econômico, político e subjetivo. Espera-se que o presente estudo possa subsidiar ferramentas tecnológicas e de inovação no âmbito das políticas públicas através da identificação e mapeamento do circuito cultural existente nas periferias e favelas da cidade, enquanto política de cultura que se constrói a partir do engajamento em ocupações da juventude urbana em dois centros urbanos ? Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, este estudo contribui com a produção de conhecimento nas áreas de Terapia Ocupacional e Psicologia, com interface com as demais áreas das ciências humanas e sociais, apoiando o debate sobre as práticas que se realizam em torno da juventude brasileira.

Medicinas tradicionais, práticas complementares e promoção da saúde

Responsável – MARIA CECILIA DE MELLO E SOUZA

As medicinas tradicionais e terapias alternativas e complementares ganham espaço no Ocidente, a partir da crescente insatisfação com a biomedicina. A Política Nacional de Práticas Integrativas Complementares (PICs), aprovada em 2006, vem conferir respaldo e incentivo para a implementação das práticas complementares no Sistema Único de Saúde (SUS). Este projeto busca identificar os processos subjacentes a promoção da saúde e cura através da medicina chinesa, Ayurveda, meditação, yoga, fitoterapia, tratamentos religiosos e espirituais, medicinas energéticas e outras modalidades difundidas no Brasil a partir da perspectiva do usuário. O método etnográfico é complementado pela pesquisa-ação acompanhando a implementação destas práticas entre usuários de SUS e outros espaços clínicos. Apesar da produção científica extensa e favorável sobre as PICs, o foco desta é nos efeitos fisiológicos através da pesquisa experimental e quantitativa. A produção científica é predominantemente estrangeira, ou seja, realizada em contextos socioculturais bem diferentes do nosso país e focada nas dimensões fisiológicas e clínicas. Este projeto estuda, em contrapartida, como se desencadeia o processo de cura e promoção da saúde a partir de métodos qualitativos, como sua relação com outras dimensões do cotidiano dos usuários e os processos de ocidentalização de práticas orientais. Sob a perspectiva dos usuários e dos profissionais de saúde, também investigamos o potencial, desafios e limitações de se oferecer as PICs nos serviços públicos de saúde.

Movimentos sociais, cidadania e promoção da saúde

Responsável – MARIA CECILIA DE MELLO E SOUZA

Este projeto investiga as estratégias, atividades e propostas de lideranças comunitárias e moradores de comunidades de baixa renda para a promoção da saúde. Iniciativas comunitárias como os Núcleos de Prevenção das DST/AIDS e a Rede de Comunidades Saudáveis são estudadas a partir da metodologia etnográfica. A integração de projetos, a mobilização social e organização dos movimentos sociais de base são chave para as estratégias comunitárias contempladas onde o governo e ONGs oferecem assessoria técnica e recursos. Os objetivos são: · Investigar como se dá a participação de lideranças comunitárias e de moradores em projetos comunitários e suas estratégias de mobilização social, com especial atenção para como gênero se associa aos recortes de raça/etnia, classe, e idade. · Pesquisar a formação da redes e de parcerias entre comunidades e com diversas governamentais e não governamentais, sendo que o caso mais importante do projeto é a Rede de Comunidades Saudáveis, que contempla 80 comunidades afiliadas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. · Verificar qual o impacto desta mobilização de base em instâncias políticas formais e informais, na construção da sociabilidade e solidariedade, na promoção da saúde e na formação da identidade política de lideranças comunitárias. · Identificar elementos que atuam como motivação, apoio, dificuldades e desafios no processo de mobilização da liderança enquanto agente de sua história também são centrais. A pesquisa de base etnográfica será realizada através das técnicas de observação participante, entrevistas, questionários e grupos focais. Os resultados da pesquisa contribuirão para um modelo latino-americano de movimentos sociais e para a teoria feminista sobre cidadania ativa e agência, bem como para a produção atual sobre redes, promoção da saúde, comunidade e desenvolvimento local. Ademais, o conhecimento gerado poderá subsidiar outras iniciativas semelhantes e programas e políticas públicas voltadas para o desenvolvimento local, saúde comunitária e empoderamento de mulheres, jovens e outros segmentos excluídos.

Observatório microvetorial de políticas públicas e educação em saúde

Responsável – EMERSON ELIAS MERHY

Estudar a formação das normativas no campo das políticas públicas, seus efeitos de agenciamento, impacto no campo da saúde e modos de produção do cuidado. Da lei como efeito genealógico dos coletivos sociais aos efeitos da lei. A linha de investigação seguida aponta que os processos de subjetivação cotidiana é o caminho de se construir processos avaliativos. Aposta na pesquisa como interferência nós processos de construção dos sentidos dos modos de existir, tomando que todos que se encontram nos cenários de estudo são efetivos produtores de conhecimento e como tal são também pesquisadores. Tomamos o encontro como uma micropolítica no qual todos agem como forças de existências. Genealogia e cartografia constituem modos de construir eixos investigativos.