Apresentamos aqui as linhas de pesquisa do Programa, incluindo os nomes dos responsáveis pela sua coordenação e seus docentes, em ordem alfabética internacional (nome de família).

LINHA I
ECOLOGIA SOCIAL, COMUNIDADES, E SUSTENTABILIDADE

Coordenador-a: A linha está sem coordenação no momento
Equipe:
Marta de Azevedo Irving
Carlos Frederico Bernardo Loureiro (encerrou suas atividades em 2019)
Tania Maria de Freitas Barros Maciel

Marta de Araújo Pinheiro
Frederico Augusto Tavares Junior

A linha de pesquisa Ecologia Social, Comunidades e Sustentabilidade incide sobre reflexões interdisciplinares inspiradas nas perspectivas da Psicossociologia e da Ecologia Social, com contribuições do campo emergente das disciplinas que compõem as Humanidades Ambientais. Também relacionada com processos grupais e de comunicação, a linha aborda dilemas contemporâneos nas interfaces sócio-ambientais que, ancorados nas relações entre sociedade, cultura e natureza, transcendem as oposições que estas sugerem. Nessa linha, são pensadas e ressignificadas questões de desenvolvimento e compromissos de sustentabilidade, segundo perspectivas de inclusão social, dinâmicas culturais e construção de cidadania, pensando a ecologia como composição de subjetividades. Com este enfoque orientador, ancorado nas dinâmicas sócio-ambientais e comunicativas que se estabelecem no âmbito de comunidades e nas dinâmicas da sociedade como um todo, busca-se tanto interpretar as subjetividades envolvidas na leitura de natureza como transformá-las. Isso, a partir de imaginários, identidades e visões de mundo, considerando-se as dinâmicas locais, as relações local-global e políticas públicas.

As reflexões dessa linha envolvem o debate crítico sobre interdisciplinaridade como via contemporânea para a produção de conhecimento, reconhecendo-se a crise civilizatória e a necessidade de construção de caminhos para o seu enfrentamento. A linha desenvolve pesquisas sobre imaginários e conflitos na relação sociedade-natureza, construções pós-catástrofes, ecofeminismo, experiências de mundos comuns na transição ecológica, consumo e marketing ambiental. Relativamente ao campos da sustentabilidade, orienta pesquisas sobre responsabilidade sócio-ambiental; inclusão social; turismo e cultura; educação; e comunicação. No que tange às políticas públicas, que articulam-se aos temas anteriores, orienta-se em estudos sobre desenvolvimento local; gestão sócio-ambiental participativa e conflitos socioambientais; governança; biodiversidade; além de outros temas conexos.

A linha adota como inspiração a epistemologia da complexidade de orientação fenomenológica, assim como epistemologias críticas contemporâneas. Do ponto de vista metodológico, privilegia pesquisas qualitativas de intervenção e de pesquisa engajada comunitária, análises de discursos e práticas de avaliação do ambiente, além da etnografia. Adota ainda técnicas e estratégias participativas e o desenvolvimento de tecnologias sociais.

LINHA II
PSICOSSOCIOLOGIA CRÍTICA, COMUNIDADES E REDES

Coordenador: Mohammed Elhajji
Equipe:
Regina Helena Freitas Campos
Milton Nunes Campos
Monica Machado Cardoso
Samira Lima da Costa
Luciene Alvez Miguez Naiff

A linha de pesquisa Psicossociologia Crítica, Comunidades e Redes visa compreender processos psicossociais de construção de conhecimentos e práticas de grupos e comunidades, mediados por redes informais, formais e sociotécnicas, e neles intervir. De natureza interdisciplinar e orientada para a compreensão de culturas comunitárias, ancorada na área de Processos Grupais e de Comunicação, a linha tece conhecimentos filosóficos, históricos, antropológicos e pedagógicos com abordagens psicossociológicas a respeito de dinâmicas, notadamente discursos e narrativas comunitárias.

As pesquisas que integram essa linha focam em sociabilidades e políticas que emergem do cotidiano contemporâneo, em estudos de mediações discursivas globais e locais, além de problemáticas multiculturais como a memória social, as ocupações e os deslocamentos, as exclusões sociais e os direitos humanos de gerações humanas (adolescência, juventude etc.) e populações específicas (migrantes, comunidades tradicionais etc.) no contemporâneo. Exploram ainda questões de identidade comunitária em campos do vivido (trabalho, saúde, educação, etc.), sua constituição (gênero, raça/etnia, gerações, condição socioeconômica, etc.) e seus modos de manifestação cultural e política.

A linha adota epistemologias críticas fundadas na cultura e na comunicação, nas quais se interpenetram a esfera subjetiva, o espaço público do sistema sócio-político-econômico e as mediações psicossociais que possibilitam a intersubjetividade. Do ponto de vista metodológico, privilegia métodos, técnicas e estratégias de estudos de predominância qualitativa e discursiva como a etnografia presencial e virtual, análises lógico-argumentativas e retóricas de redes multimidiáticas, história oral, estudos de caso quali-quanti, processos de pesquisa-ação e outras metodologias participativas e colaborativas.

LINHA III
PSICOSSOCIOLOGIA DA SAÚDE E COMUNIDADES

Coordenador: Emerson Elias Merhy
Equipe:
Kathleen Teresa da Cruz
Maria Paula Cerqueira Gomes
Maria Cecilia de Mello e Souza
Beatriz Akemi Takeiti

A linha de pesquisa Psicossociologia da Saúde e Comunidades visa compreender processos psicossociais de saúde e cuidado em práticas de grupos, comunidades e redes, através de interferências e compartilhamentos de experiências na produção de conhecimentos de si e do outro. Nesse sentido, articula inter e transdisciplinariamente processos de saúde humana e comunitária, incluindo as redes de cuidado, centrados nos sujeitos, contribuindo assim para uma Psicologia Social de Grupo e de Comunicação através da produção e desenvolvimento interior propiciado por trocas narrativas.

Nessa linha buscam-se transformações sociais a serem operadas em grupos e comunidades através de processos
de “fazer emergir” sociabilidades críticas, capazes de produzir reflexões desafiadoras e novas políticas de desenvolvimento psicossocial, de cuidado e de inserção consciente das subjetividades no cotidiano contemporâneo. As pesquisas nessa área exploram ainda a formação de coletivos de transformação interior (meditação, descoberta de si e do outro, interdependências entre natureza e cultura); comunitária (processos afirmativos de fortalecimento de identidades, por um lado, e de novos devires de subjetivacão e, por outro, institucional (agenciamento de produção de existências no trabalho sociocultural e educacional em saúde) e política (processos micropolíticos do cotidiano e de produção de redes vivas existenciais).

A linha trabalha com epistemologias críticas e pós-estruturalistas contemporâneas. Do ponto de vista metodológico, privilegia técnicas e estratégias próprios à antropologia como os métodos etnográficos e de observação de culturas integradas à natureza, das narrativas orais, assim como os filosóficos fundados nas críticas propiciadas pela genealogia, arqueologia e cartografia dos sentidos.

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